Quaest: disputa pelo governo da Bahia tem empate técnico entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues no 1º turno

Foto: Foto: Divulgação e Brenno Carvalho

Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (29) pelo instituto Quaest aponta um cenário de forte equilíbrio na disputa pelo governo da Bahia em 2026. O levantamento mostra empate técnico entre o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), e o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), que busca a reeleição.

De acordo com os dados, no primeiro cenário testado, ACM Neto aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Jerônimo Rodrigues registra 37%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão tecnicamente empatados.

No segundo cenário, com menos candidatos, o quadro se mantém estável: ACM Neto soma 41% e Jerônimo tem 36%, também dentro da margem de erro.

O diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou que a disputa tende a ser bastante acirrada e pode ser definida ainda no primeiro turno, diante do alto nível de polarização observado no estado.

Além disso, a pesquisa revela que uma parcela significativa dos eleitores já tem posição consolidada. Entre os apoiadores de ACM Neto, 55% afirmam que não pretendem mudar o voto. Já entre os eleitores de Jerônimo, esse índice é ainda maior: 58%.

Segundo turno também indica equilíbrio

O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre os dois principais pré-candidatos. Nesse cenário, ACM Neto aparece com 41% das intenções de voto, contra 38% de Jerônimo Rodrigues, configurando novamente empate técnico.

Segundo Felipe Nunes, a pequena vantagem numérica de ACM está relacionada a fatores como menor rejeição e maior potencial de crescimento eleitoral em comparação ao atual governador.

Rejeição e cenário político

Os índices de rejeição mostram diferenças importantes entre os candidatos. ACM Neto tem 32% de rejeição, enquanto Jerônimo Rodrigues registra 42%.

A pesquisa também aponta que 47% dos eleitores baianos preferem votar em um candidato alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 15% optariam por alguém ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Outros 33% dizem preferir um nome independente.

Metodologia

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 1.200 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 23 e 27 de abril. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O cenário reforça a tendência de uma eleição disputada voto a voto na Bahia, com protagonismo dos dois principais grupos políticos do estado.

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