Ministro do Turismo defende União Brasil com Lula e rejeita Caiado

O ministro do Turismo, Celso Sabino, solicitou uma reunião com Gleisi Hoffmann, que assumirá a articulação política do governo Lula na próxima segunda-feira, 10. Embora integre o União Brasil, Sabino afirmou que não participará do lançamento da pré-candidatura presidencial do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pelo partido. O evento está previsto para 4 de abril, em Salvador.

Deputado federal licenciado, Sabino tem articulado para que o União Brasil desista de apoiar Caiado e se alinhe à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Esse movimento conta com o apoio dos ministros das Comunicações, Juscelino Filho, e da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e ocorre em meio a mais uma fase da reforma ministerial.

Desde o início do atual governo, o União Brasil ocupa três ministérios. A pasta comandada por Sabino está sendo alvo de interesse do PSD, que pretende trocar a Pesca pelo Turismo. Essa possibilidade levou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a discutir a questão com Lula. Embora evite confirmar publicamente essas conversas, Alcolumbre assegurou a aliados que o partido continuará à frente dos mesmos ministérios.

O União Brasil, no entanto, está dividido. Caiado se distanciou de Jair Bolsonaro (PL) e tenta se posicionar como alternativa da direita ao ex-presidente, adotando um discurso focado na segurança pública. Há ainda expectativa de que o empresário Pablo Marçal e o cantor Gusttavo Lima se filiem à legenda, tornando o cenário das eleições de 2026 ainda mais incerto. Além da disputa presidencial, o partido terá desafios nas eleições estaduais, na Câmara e no Senado.

A ala favorável à continuidade do projeto de Lula ou à candidatura de um sucessor indicado por ele ainda é minoritária dentro do União Brasil. No entanto, esse grupo acredita que as negociações e a popularidade do presidente até 2026 podem mudar o cenário.

Além de Sabino, Alcolumbre tem tentado administrar a situação junto ao Palácio do Planalto, argumentando que é prematuro definir posicionamentos para 2026. O presidente do Senado também recusou o convite de Caiado para participar do lançamento de sua pré-candidatura.

Caso a eleição fosse hoje, Caiado estaria impedido de concorrer. Ele foi condenado por abuso de poder político na campanha de Sandro Mabel, seu aliado no União Brasil, para a Prefeitura de Goiânia em 2024. A sentença de primeira instância o torna inelegível por oito anos, mas ele ainda pode recorrer. O governador nega qualquer irregularidade e rejeita ter usado a estrutura do governo para favorecer Mabel.

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