A mais recente pesquisa da Quaest, divulgada nesta quarta-feira (29), indica vantagem dos pré-candidatos do PT na corrida pelo Senado na Bahia. O ex-governador Rui Costa aparece na liderança, seguido pelo senador Jaques Wagner, consolidando um cenário favorável à base governista.
De acordo com o levantamento, Rui Costa soma 24% das intenções de voto, enquanto Jaques Wagner registra 22%. Na sequência, aparecem João Roma, com 9%, e Angelo Coronel, com 6%. Outros nomes pontuam abaixo de 1%.
A pesquisa também revela um percentual elevado de indefinição do eleitorado: 22% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou não comparecer às urnas, enquanto 16% ainda não sabem em quem votar.
O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 27 de abril, ouvindo 1.200 eleitores com 16 anos ou mais em todo o estado. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Cenário favorece dobradinha
Segundo a análise da própria Quaest, o desempenho de Rui Costa e Jaques Wagner é consistente, especialmente por conta da dinâmica do voto para o Senado, em que cada eleitor pode escolher dois candidatos.
Os dados indicam complementaridade entre os petistas: Rui Costa concentra mais intenções como primeira opção, enquanto Wagner aparece com maior força como segunda escolha — combinação considerada estratégica em disputas com duas vagas.
Desafio dos adversários
O estudo também aponta que os demais pré-candidatos enfrentam o desafio de ampliar o nível de conhecimento junto ao eleitorado sem elevar a rejeição.
João Roma, por exemplo, ainda é desconhecido por grande parte dos entrevistados, assim como Angelo Coronel, que também apresenta baixo índice de reconhecimento.
Influência nacional no voto
Outro dado relevante do levantamento mostra o peso da política nacional na escolha do eleitor baiano para o Senado:
- 47% preferem candidatos alinhados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva
- 15% optam por nomes ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro
- 33% dizem preferir candidatos independentes
Apesar disso, a pesquisa indica que o cenário ainda está em aberto, com quase metade dos eleitores afirmando que pode mudar de voto até as eleições de 2026.




